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Tratamentos - Câncer de Cólon


O câncer colorretal  atinge pessoas de qualquer sexo e idade, mas é mais comum após os 50 anos.

No Brasil, no ano de 2012, tivemos aproximadamente 14.180 casos novos de câncer do cólon ereto em homens e 15.960 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 15 casos novos a cada 100 mil homens e 16 a cada 100 mil mulheres. Sendo  assim é o 4° tumor mais comum em homens (ficando atrás de próstata, pulmão e estômago), e o 3° tumor mais comum em mulheres (depois de câncer de mama e colo de útero).

 O câncer do cólon e reto em homens é o segundo mais frequente na região Sudeste (22/100 mil) . Para as mulheres, é o segundo mais frequente nesta região (23/100 mil).

Essa neoplasia é considerada de bom prognóstico se a doença for diagnosticada em estágios iniciais.

 

Fatores de risco

O desenvolvimento do câncer é resultado da interação entre predisposição genética, meio ambiente, alimentação e em alguns casos, hereditariedade.


Dieta: Dieta com alto teor de gordura e pouca fibra, ingestão de carnes gordas assadas em carvão, frituras, manteiga, queijos amarelos, alimentos com corantes e alimentos salgados e defumados que liberam nitrosaminas no intestino são substâncias cancerígenas.
 
Falta de exercícios físicos.

Fumo e álcool: o consumo de ambos está relacionado a vários tipos de tumores, incluindo o câncer do cólon e reto.
 
Idade: quanto maior a idade, maior o risco. A idade é um fator de risco importante. O câncer colorretal é mais comum após os 50 anos, contudo a doença pode ocorrer em pessoas mais jovens.


Pólipos: São tumores benignos, parecidos com verrugas que se desenvolvem na parede interna do cólon e reto. Cerca de 60% dos pólipos do intestino são adenomas e podem apresentar potencial para a malignidade. É importante o diagnóstico e tratamento precoce, principalmente após os 50 anos e se houver história de câncer colorretal na família.

 
História familiar : quanto mais pessoas de uma mesma família tiverem diagnóstico de câncer , maior o risco de se desenvolver a doença. Se o indivíduo tiver parentes próximos que tiveram câncer de intestino, o risco de contrair a doença aumenta muito, especialmente se a doença acometeu um parente com menos de 40 anos de idade.
 
Antecedentes  de outros tipos de câncer: Mulheres que tiveram câncer de ovário, útero ou da mama têm maior risco de desenvolver câncer colorretal.
 
Doença inflamatória intestinal: A Retocolite ulcerativa e a Doença de Crohn  são doenças inflamatórias do intestino, benignas, mas causadoras de inflamação da mucosa do aparelho digestivo. Estas doenças geram um maior risco de câncer colorretal, principalmente, após 8 anos de evolução da doença.

Tratamento
O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.

Nestes casos, os avanços no tratamento combinado, incluindo quimioterapia e radioterapia, permitem ampliar a indicação da abordagem curativa.

A cirurgia é necessária em praticamente todos os casos e pode ser a única forma de tratamento. Nas fases muito iniciais, porém, nem sempre é a primeira forma de tratamento. No câncer de reto, em seu segmento médio e baixo , a cirurgia é feita de 8 a 12 semanas após o tratamento com radioterapia e quimioterapia para tumores do reto baixo e médio.

A sequência correta é baseada na localização do tumor e no estadiamento e deve ser planejada por uma equipe experiente.
 Todo o cuidado com a técnica de radicalidade cirúrgica (extensão da ressecção, retirada dos linfonodos, ligaduras dos pedículos vasculares e margens cirúrgicas) é muito importante, podendo ser acompanhada da quimioterapia no pós operatório.