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Tratamentos - Colelitíase


Colelitíase também é conhecida como  calculose biliar ou pedra na vesícula e constitui afecção muito freqüente, acometendo cerca de 10% da população. Cerca de 80% destes pacientes são assintomáticos.

As principais complicações da presença de cálculos na vesícula biliar são a colecistite (inflamação da vesícula), coledocolitíase (migração do cálculo para o
ducto colédoco), colangite aguda (inflamação da via biliar comum), pancreatite aguda (inflamação do pâncreas) e câncer da vesícula biliar.

 

SINTOMAS

 A dor é o sintoma mais característico, geralmente, descrita como cólica localizada no abdômen superior,  de gradual aumento na intensidade, que pode irradiar-se para as costas ou ombro direito, acompanhada de náuseas e vômitos. Além disso, a dor associa-se à alimentação, principalmente, com os alimentos gordurosos.

DIAGNÓSTICO
É realizado através de exames de imagem, principalmente o ultrassom. Hoje em dia, com a  utilização crescente desta ferramenta no estudo do abdômen, tornou comum a detecção de colecistolitíase (pedra na vesícula) em pacientes sem manifestações  de sintomas clínicos da doença.

 

TRATAMENTO
Há tratamentos não cirúrgicos, como a litrotpsia extracorpórea, através de ondas de choque. Existem medicamentos que podem, em circunstâncias especiais,  serem utilizados para a dissolução dos cálculos: Ácido ursodesoxicólico ou ácido quenodesoxicólico. No entanto, o tratamento é prolongado até 2 anos, com freqüentes efeitos ao medicamento e com recidivas também frequentes.

A terapêutica indicada para colelitíase sintomática é a cirurgia. O surgimento da  videolaparoscópica tornou-se o método de escolha no tratamento cirúrgico da colelitíase (pedra na vesícula), menos invasiva e segura, com mortalidade e índice de complicações muito baixas- 0,5% quando eletiva e 3,5% quando de emergência.

Esses problemas são  muito menores do que os  decorrentes das complicações das doenças vesiculares. Isto parece ter modificado o limiar para indicação cirúrgica, ocasionando o aumento do número de colecistectomias,  tornando uma das operações mais realizadas e a mais freqüente.
Esses fatores tem aumentado as controvérsias referentes à abordagem de cálculos da vesícula biliar detectados incidentalmente. Deve-se ressaltar que não há consenso sobre a colecistectomia em pacientes assintomáticos.

Propor a cirurgia nos pacientes com enfermidade da vesícula é melhor que esperar pelo aparecimento das complicações, pois uma vesícula calculosa é uma vesícula doente e os riscos de complicações são maiores.