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Tratamentos - Obesidade


De acordo com  o mais recente levantamento realizado pelo Ministério da Saúde,o excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos  anos no Brasil.

De acordo com o estudo, a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.
A obesidade é uma doença metabólica de origem genética, agravada pela exposição a fenômenos ambientais, culturais, sociais e econômicos, associados a fatores demográficos (sexo, idade e raça) e sedentarismo.

Ela atualmente é vista como um problema de saúde pública, considerada doença crônica, multifatorial e por isso exige tratamento por equipe  com vários profissionais de áreas diferentes e afins, para melhor abordagem do paciente.

A obesidade é um forte fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. Pessoas obesas também tem mais chance de sofrer com doenças cardiovasculares, principalmente isquêmicas (infarto, trombose, embolia e arteriosclerose), além de problemas ortopédicos, asma, apnéia do sono, alguns tipos de câncer, esteatose hepática e distúrbios psicológico.

O índice de mortalidade de homens jovens obesos mórbidos, por exemplo, é 12 vezes maior quando comparado com o de não-obesos da mesma faixa etária.

Diagnóstico
Ele pode ser de de diversas maneiras, porém o mais comum é através do Indice de Massa Corporea (IMC), que é o peso divido pela altura ao quadrado.

18,4 a 24,9 – normal

25 a 29,9 – sobrepeso

30 a 34,9 – obesidade grau I

35 a 39,9 – obesidade grau II

Acima de 40 – obesidade grau III, ou obesidade mórbida

 

Tratamento

Por se tratar de uma doença multifatorial, o tratamento deve ser de caráter multidisciplinar. Ele pode variar de acordo com o grau de obesidade, porém  em todos eles deve-se incluir mudança de hábito de vida com dieta equilibrada e atividades físicas regulares.

Tratamento não operatório

Medicações
O orlistate (Xenical) tem ação intestinal, age inibindo lipases pancreáticas, reduzindo em 30% a absorção das gorduras ingeridas, que são eliminadas com a excreção fecal.

A sibutramina é um inibidor da recaptação da serotonina e da noreadrenalina nas terminações nervosas do Sistema Nervoso Central, e essa ação tem efeitos sacietógenos e anorexígenos.

 

Balão Intragástrico
O Balão Intragástrico é um dispositivo de silicone flexível que tem como objetivo preencher um espaço no estômago do paciente e, assim, promover a sensação de saciedade e facilitar o processo de emagrecimento. Ele auxilia o paciente a se sentir mais satisfeito comendo menos, já que parte do seu estômago estará preenchido pelo balão.

A colocação do Balão Intragástrico não envolve  cirurgia, já que ele é inserido através de procedimento endoscópico, e pode levar cerca de 20 a 30 minutos. É possível que haja algum desconforto nos primeiros dias seguintes da colocação, como os efeitos colaterais de náusea, vômito, inchaço e/ou cólica.

 

Tratamento operatório
O tratamento cirúrgico para auxiliar no tratamento da obesidade, iniciado na década de 80, com o progresso, trouxe novas técnicas mais seguras e de rápida recuperação.

É dividida em 3 tipos, a de caráter restritivo (que restringe a quantidade de alimento que pode ser ingerido) ,a disabsortiva (que restringe a quantidade de alimento absorvida pelos intestinos), e a mista que é uma mistura dos dois tipos anteriores.

Restritivas
Banda Gástrica Ajustável: espécie de cinta de silicone, colocada na parte superior do estômago que diminui a passagem da comida, desacelera a digestão, fazendo com que a pessoa se sinta saciada mais rapidamente. Nesse caso, o paciente deve comer devagar, o que o leva a ingerir menos alimentos, pois quando estes chegam ao intestino, o cérebro já recebeu a informação de que não é necessário comer mais.

Por não haver cortes ou grampeamentos do estômago, a banda gástrica ajustável é considerada  um tratamento reversível.

Mista

Nos Estados Unidos, onde se realizam atualmente cerca de 80 mil operações bariátricas por ano, mais do que em todo o resto do mundo junto,
as derivações gástricas ou gastric by-pass ( técnica de Fobi-Capella)são as mais praticadas em 70% a 80% dos casos.  São consideradas o padrão ao qual as demais devem ser comparadas, por sua eficiência e taxas aceitáveis de morbimortalidade.

Derivação gastrojejunal em Y-de-Roux, que é a  técnica de Fobi-Capella, é a técnica cirúrgica mais realizada no Brasil, onde o estômago é separado em duas partes: uma pequena e a outra maior. O alimento vai apenas para a bolsa menor, o que dá rapidamente a sensação de saciedade.  A cirurgia exclui uma parte do intestino, diminuindo a capacidade de absorção dos alimentos.

Os resultados mostram redução ponderal média, em longo prazo, de 35% a 40% e grande alívio da morbidez associada. A mortalidade relacionada com a operação é da ordem de 0,4%.