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Tratamentos - Refluxo gastroesofágico


A doença do refluxo gastroesofágico  é uma das
afecções mais freqüentes na prática médica, sendo a mais comum do tubo digestivo.

O Consenso Brasileiro da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) a
definiu  como uma afecção crônica decorrente do fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o  esôfago e/ou órgãos adjacentes.

A principal manifestação clínica da DRGE é a pirose ou azia.  Define-se pirose ou azia como a sensação de queimação retroesternal que se irradia do tórax até a base do pescoço, podendo atingir a garganta. Algumas vezes a pirose tem localização baixa, irradiando-se para a região epigástrica (“na boca do estomago”).

Diagnóstico
O diagnóstico da DRGE é realizado através de cuidadosa história clínica, que pode ser seguida de exames, como  a endoscopia digestiva alta, exame radiológico contrastado do esôfago, cintilografia, manometria  esofágica e  pHmetria de 24 horas (padrão ouro).

Tratamento
- Medidas comportamentais, como evitar refeições volumosas, evitar alimentos gordurosos, chocolate e bebidas alcoólicas.
- Aguardar no mínimo 3 horas após a refeição para deitar e dormir.
- Perder peso.
- Evitar tabagismo.
- Tratamento medicamentoso:
- Procinéticos: aumentam o peristaltismo esofágico, e favorecem o esvaziamento gástrico.
- Antisecretores: inibidores da bomba de próton - permitem a diminuição da acidez gástrica, mantendo seu Ph elevado e com isso permitindo a cicatrização das lesões esofágicas.

 

 

Tratamento cirúrgico

Hoje, com o advento da videolaparoscopia, o tratamento cirúrgico da doença do refluxo está associado a baixo nível de mortalidade,  aliado a pouca dor no período pós operatório, breve internação e retorno mais rápido de suas atividades.

Algumas indicações do tratamento cirúrgico são:

- Pacientes com esofagite complicada;

- Paciente com hérnia de hiato de grande volume;

- Pacientes que não respondem satisfatoriamente ao tratamento clínico, inclusive aqueles com manifestações atípicas, cujo refluxo foi devidamente comprovado;

- Pacientes dos quais é exigido tratamento de manutenção com IBP, especialmente aqueles com menos de 40 anos de idade;

 Casos em que não é possível a continuidade do tratamento de manutenção.